‘Barulho dos tiros parecia de fogos de artifício em rajadas’, diz catarinense em Las Vegas

hospedado a poucos metros do Mandalay Bay, onde 58 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas após um atentado em Las Vegas (EUA), o catarinense Guilherme Ferreira estava no quarto do hotel por volta das 22h30 de domingo (1), horário local, quando ouviu o som dos disparos. A ação já é considerada o maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos.

“O barulho dos tiros parecia de fogos de artifício em rajadas e duraram dois minutos. Eu estava vendo um filme quando entraram as notícias urgentes pela TV falando sobre o atentado, mas não se sabia muito coisa. Foi aqui do lado. É surreal”, disse.

Um homem atirou do 32º andar do Mandalay Bay, um famoso cassino e resort de Las Vegas, contra uma multidão que participava de um festival de música. Na noite anterior, Guilherme, de 33 anos, esteve no local.

“Fiquei assustado, a gente sempre vê casos como este pela televisão, mas como algo distante, e agora acontece aqui do meu lado. Estou impressionado com tudo isso. Essa é a minha sexta vez nos Estados Unidos, a primeira em Las Vegas. Ainda não digeri direito as informações”, afirmou.

Nesta segunda, Guilherme voltou ao local do atentado ainda isolado (Foto: Arquivo pessoal)Nesta segunda, Guilherme voltou ao local do atentado ainda isolado (Foto: Arquivo pessoal)

Nesta segunda, Guilherme voltou ao local do atentado ainda isolado (Foto: Arquivo pessoal)

Após ouvir os tiros, o catarinense observou da torre do hotel cerca de 50 viaturas da polícia chegarem ao local. “Várias ruas e rodovias foram fechadas, os policiais evacuram o local e as pessoas corriam horrorizadas. Um homem pegou o elevador e disse que vinha do Mandalay Bay e havia visto várias pessoas atingidas. O clima era de consternação”, relatou.

Segundo Guilherme, a região dos cassinos é uma das mais frequentadas pelos turistas. “Saí do quarto e desci ao cassino, no saguão do hotel, mas todos jogavam normalmente, os televisores estavam em canais de esportes”, contou.

Guilherme mora em Florianópolis, onde trabalha como gerente de marketing. Ele está nos Estados Unidos para participar de um evento na Califórnia.

“Passei em Las Vegas para conhecer a cidade. Graças a Deus minha esposa e filha ficaram no Brasil. Amanhã, retorno a Floripa. Tenho consciência de que esta é uma situação isolada, em geral, o país é seguro. Pretendo voltar aos Estados Unidos com certeza”, disse.

Fonte: G1

Compartilhe no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *